segunda-feira, 18 de junho de 2012

QUANDO OS RATOS E A INCOMPETÊNCIA TE AJUDAM...

Arquivo do UIS da V. Bancária (perto do Instituto)

H
á por parte do governo federal uma campanha na mídia (e aceita por ela, sem questionamento) sobre vacinação.
Pelo que entendo, o governo federal, através de laboratórios credenciados, compra essas vacinas, que são repassados aos Estados, que repassa aos municípios.

Aos municípios cabe o papel de fornecer infra-estrutura física e humana para atender aos programas de saúde impetrados pelos órgãos superiores.

Em nossa cidade (São João da Boa Vista) temos essas unidades chamadas UIS, como em qualquer outra cidade do nosso país e isso não é mérito de ninguém. Afinal de contas, pagamos nossos impostos, seja diretamente ou indiretamente.
O problema está na discrepância entre o que a ANVISA define como padrão imobiliário quando vamos lidar com saúde de maneira privada e o que o Estado oferece ao cidadão...

Temos um problema crônico na saúde: técnicos fazem o levantamento sobre o que é necessário para atender a demanda, que criam uma "cooperativa" pública para a fazer a compra em atacado dos materiais necessários para o funcionamento dessas UIS.
E aí começa o caos do cidadão brasileiro.
As compras são superfaturadas, primariamente, porque a licitação é direcionada, virou regra.
Superfaturam porque sabem que a morosidade do Estado em pagar é gigantesca.
Quando o material chega, é desviado.

Em jornal local saiu uma matéria sobre um imóvel ocupado por uma dessas UIS (assina o jornalista Hediene Zara - Jornal "O Município").
A matéria trata o fato da unidade possuir piscina. Ora, ora, ora...
Todos sabem que um imóvel dotado de tal item de lazer custa mais caro. Para que então alugar um imóvel que tenha piscina para construir uma unidade de saúde?
Não bastasse o imóvel ser inadequado, há a sujeira no local, muito em desacordo com os itens necessários para um local destinado ao tratamento da população.
Não bastasse o imóvel ser inadequado, a sujeira do local, o telefone não funciona...
Não bastasse o imóvel ser inadequado, não ser bem conservado, o telefone não funcionar, há a obsolescência no trato de dados.

Na foto deste post aparece o "arquivo" desta unidade.

Não bastasse todos esses itens apontados acima, ainda há o descaso de funcionários, a falta de educação, há a falta de informação para os usuários e o jogo de empurra ali é algo arraigado.

Conclusões:

Há a necessidade urgente de uma faxina nos funcionários públicos da saúde.
Há a necessidade urgente de explicar para a prefeitura, para a Câmara dos Vereadores, que há chips de 1cm² que comporta as informações do Município inteiro e ainda sobra espaço para gravar umas musiquinhas para escutarem nos horários de folga.
Há a necessidade urgente de explicar para a prefeitura que papel junta poeira, baratas e traças e... ratos...
Estes animais transmitem doenças e é inadmissível isso nas unidades de saúde...

OPS... eu disse ratos?
Esqueci que as espécies raramente cometem o canibalismo... somente na falta do que comer...
E pelas bandas oficiais o banquete está farto...

Onde me ajudou?
Que fui "empurrado" para a unidade do Bairro Alegre para poder vacinar minha filha e lá chegando, apesar do prédio cheio de saúvas, cachorros moribundos abandonados dentro da unidade, bebedouro quebrado e novamente aquele monte de pastas de papel, o atendimento humano foi formidável.
Literalmente, UMIOKITATENU em tratamento e profissionalismo dos que lá trabalham.
Esta unidade merece respeito e um prédio digno para o trabalho, além de um melhor aparelhamento.
Né, NERSU (s)? (que bem poderiam estar na Capitinga).




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